Wolverine Imortal Chega aos Cinemas!

A melhor coisa em “Wolverine – Imortal” é que o diretor James Mangold e os roteiristas Scott Frank e Mark Bomback conseguiram dotar o personagem Logan (Hugh Jackman) de bem mais do que as habituais garras metálicas.

Mangold, Frank e Bomback foram além ao resgatar a história do personagem e dar-lhe nuances, complexidade e coração, além das habituais sequências de ação, que certamente não decepcionam. O filme estreia em versões convencionais e 3D, dubladas e legendadas.
Logan vive solitário, em crise e totalmente isolado, nas florestas do Yukon. Ele se identifica mais com um urso, habitante da mata, do que com os humanos, geralmente caçadores, que se aproximam dali.

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É justamente uma atitude dos caçadores que desencadeia um acesso de fúria em que Logan redescobre seus poderes excepcionais e entra numa grande confusão, da qual é resgatado por uma misteriosa recém-chegada, Yukio (Rila Fukushima).
A frágil japonesinha de cabelos vermelhos é exímia nas lutas e no uso de uma espada de samurai. Melhor ainda, ela tem um carro e tira Logan da encrenca. Na verdade, ela veio de longe para levá-lo ao Japão, onde o velho Yashida (Hal Yamanouchi) espera que Logan volte para vê-lo antes de sua morte iminente.

Décadas atrás, em 1945, Logan salvou Yashida, então um jovem soldado, na explosão da bomba atômica em Nagasaki. Agora, Yashida, que, como pessoa normal, envelheceu, está morrendo e quer rever o mutante imortal, seu salvador.
Há uma agenda secreta de Yashida neste pedido de adeus. Na verdade, ele quer que Logan transfira sua imortalidade a ele, sabendo o quanto esta tem, às vezes, sido um peso para o outro – que vive assombrado por visões de sua amada Jean (Famke Janssen), agora um fantasma que lhe aparece em sonhos.
Além da caça à imortalidade de Logan, está em jogo a passagem de comando do império Yashida, uma potência na indústria tecnológica. O velho patriarca elegeu sua neta, Mariko (Tao Okamoto) como sua herdeira, o que deflagra uma guerra dentro do clã, já que o pai dela, Shingen (Hiroyuki Sanada), esperava ser o escolhido.

Para proteger Mariko, Logan sai de sua depressão, enfrentando, para começar um verdadeiro exército de Yakuzas (mafiosos japoneses) já no funeral de Yashida. Dali para a frente, não lhe faltará atividade – como um sensacional pega contra vários bandidões no teto de um trem-bala, onde suas providenciais garras virão a calhar.
Mas alguma coisa aconteceu à saúde de Logan. Ele agora não se recupera tão imediatamente dos ferimentos e sente até cansaço. Quem está por trás disso é uma misteriosa médica que assistia Yashida (Svetlana Khodchenkova) e que, nas horas vagas, assume a identidade de Viper – ou seja, uma víbora, com direito a uma longa língua venenosa por trás de um corpo escultural e belos olhos verdes.

Todos estes perigos, mais o envolvimento com Mariko, fornecem a Logan a oportunidade de mostrar do que é feito – e que é bem mais do que o adamantium de suas garras. O roteiro oferece oportunidade para que o versátil ator australiano desenvolva nuances do personagem que o tornam mais complexo e mais humano, eventualmente também mais frágil.
E, aqui, correndo o risco real de morrer, o que torna tudo mais eletrizante para o público fiel do personagem – que, aliás, estará a bordo da nova aventura dos X-Men, “X-Men – Dias de um futuro esquecido”, novamente dirigida por Bryan Singer, com estreia prevista para o ano que vem.

Confira o trailer abaixo e corra pro cinema, vale a pena:



(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

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