Saturday Night Live de Rafinha Bastos Estreia com Baixa Audiência

Quando revelou que faria a versão brasileira do “Saturday Night Live”, Rafinha Bastos fez questão de ressaltar que teria total liberdade na Rede TV!. Faz sentido que um humorista não queira ser tolhido. Da mesma maneira, entende-se que uma emissora não almeje sofrer processos judiciais. Alçados às manchetes quando fez humor infame com Wanessa Camargo – e com Daniela Albuquerque algumas semanas antes -, perdeu o emprego e foi execrado publicamente. Parece que ele aprendeu bastante com o episódio, uma vez que já na estreia da nova atração fez troça com várias celebridades.

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Já na abertura, anunciou que pediria algumas desculpas. Num dado momento afirmou que “Ronaldo não é um papa-traveco e tem o direito de confundir a sexualidade de quem quiser”. Brincou dizendo que Olin, irmão de Thor Batista, estava esperando o irmão “morrer num acidente para ficar com a herança”. Ironizou as mulheres da Marcha das Vadias por não fazerem dieta. Numa sátira ao quadro “O Que Vi da Vida”, do “Fantástico”, um cover do Dengue, do “Xou da Xuxa”, disse que deveria “ter chupado o Pelé”. Antes, a atriz Renata Gaspar riu – numa ótima interpretação, diga-se de passagem – do depoimento em que Xuxa confessou ter sofrido abuso sexual e disparou frases como: “Eu queria sair com o Garrincha, mas ele era velho e eu preferi sair com o Pelé. Tenho orgulho de ser a primeira Maria Chuteira da história”.


Rafinha contou ainda que não precisou dormir com um dos donos da Rede TV! para ganhar emprego e que esperava receber o salário em dia. Num outro quadro, comparou Luciana Gimenez a um orangotango. E gracejou: “amanhã todo mundo vai dizer que Rafinha criou polêmica com a Luciana Gimenez”. Não dá para pensar outra coisa: o comediante parece ter percebido esse tipo de publicidade como algo bom. Cada piada com celebridade mais parecia desespero para virar notícia do que humor livre de segundas intenções. Dessa maneira, a comédia ficou em segundo plano. Foi ofuscada pela egotrip. Não surpreende, aliás, que um dos quadros tinha sido uma espécie de “Arquivo Confidencial” em que todos se esforçavam para detonar o apresentador. É quase como ele ficasse envaidecido por conservar a imagem de “bad boy” da TV brasileira.


A produção apresentou segmentos gravados – parte deles fazendo piada com gays, motoboys, mulheres histéricas, alvos preferenciais do humor fácil – e esqueceu que humor precisa de timing. Alguns se estenderam mais do que deviam, perderam o ritmo. Curiosamente, ao vivo Rafinha explicou que, apesar do título, o programa vai ao ar aos domingos para fugir da concorrência do “Zorra Total”, que ele nunca vê, “mas meus cachorros gostam”. Ele só não esperava que alguns dos intermináveis esquetes que apresentou neste domingo (27/05) fossem de qualidade bem inferior aos do humorístico da Globo – que já não é lá essas coisas. Pontos positivos: a participação de Renata Gaspar, o cenário em que Marina Lima cantava e o “Weekend Update”.


A julgar pela audiência, a fama de bad boy de Rafinha passou bem longe dos índices que a Rede TV! alcançava com o “Pânico” (na casa dos 8 ) ou o humorista registrava no “CQC” (em torno de 5). Chegou a registrar 0,4 ponto em dado momento e 1,6 de pico. Segundo dados prévios do Ibope, a média foi de 1 ponto, ocupando a quinta colocação.


Fonte: IG

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