“Aquilo é um Pelotão de Fuzilamento”, diz Datena Sobre o “Brasil Urgente”

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Nesta terça-feira (16/08), Hebe Camargo recebe o apresentador do “Brasil Urgente”, José Luiz Datena, em seu programa, na RedeTV!. Datena é sabatinado pela ex-jogadora de basquete, Hortência, a atriz Fafy Siqueira e a modelo Caroline Bittencourt no quadro “Roda de Mulheres”. O jornalista já entrou no programa brincando: “Que emissora é essa aqui mesmo? É que eu ando meio confuso, ultimamente”. Durante a entrevista, o jornalista falou da polêmica envolvendo sua saída da Record -depois de apenas 45 dias trabalhando na emissora- e do retorno para a Band. No bate-papo, ele disse que gostaria de apresentar um outro tipo de atração. “Evidentemente que eu gostaria de apresentar um programa diferente daquele lá, porque aquilo é um pelotão de fuzilamento”, contou. Abaixo, veja alguns trechos da entrevista:

Ética
“Eu me considero ético. Eu sou filho de porteiro da secretaria da Fazenda, que vendia bilhete na rua para sustentar eu, minha irmã e minha mãe. A ética foi aquilo que meu pai me ensinou. Se você não puder fazer bem para alguém, jamais perca seu tempo pensando em fazer mal. Só de pensar em fazer mal, já e ruim”.

Dilma Rousseff
“Eu estou gostando da Dilma. Ela herdou em seu governo muita gente que ela não queria e quando ela recebe denúncias dessas pessoas, ela manda ‘andar’. Quer dizer, nós precisamos ter uma presidente mulher para ser macho”.

Saída da Record
“Tenho muito respeito pelo bispo Edir Macedo, pelo bispo Gonçalves e pelo pessoal todo lá. Mas esse meu negócio com a Record vai ser decidido na justiça. Esse negócio de mudar de televisão é muito relativo, porque eu fiquei dez anos na Globo, estava na Bandeirantes há oito anos e fiquei na Record sete anos. Eu sou um cara que mantenho meu contrato quando acho que as pessoas estão cumprindo comigo a parte delas do contrato. Quando eu acho que não cumprem, por que eu vou cumprir? Os patrões mandam a gente embora com uma facilidade tão grande. No período que eu saí da Record, falaram: ‘Pô, o cara ficou só 45 dias na Record’, mas nesse período, por necessidade interna ou sei lá o que, a Record mandou toda uma emissora de rádio embora. Agora, ganhou mais destaque a notícia de que eu fiquei lá 45 dias do que o fato de sei lá quantos profissionais ficarem sem emprego da noite para o dia. Um cara me perguntou isso várias vezes lá: ‘Por que você não é feliz?’. Pô, você quer um cara feliz? Contrata o Bozo”.

Retorno à Band
“Com essa brincadeira toda, eu estou ganhando 350 mil reais a menos por mês. Levei um pau de 350 mil reais. Fui para a Record ganhando menos, porque tinha gente que eu não gostava na Bandeirantes, e voltei para a Bandeirantes ganhando menos, porque senão não voltaria. Então, em termos financeiros, eu fiz um mal negócio. Mas, na vida, você vale pelo o que você é e não pelo o que você tem, porque dessa vida você não leva nada”.

Arrependimento
“Eu só peço desculpas. Eu faço tanta besteira e peço desculpas para caramba. Infelizmente, a gente tem uma péssima mania de acionar a boca e desligar o cérebro. De vez em quando eu faço isso, mas, mais fora da televisão, porque na televisão, por incrível que pareça, eu sou muito mais sensato do que fora dela. Fora dela eu sou pior, sou um mala, sou terrível. Sou um pai chato e um amigo chato”.

Brasil Urgente
“O Nelson Rodrigues já falava que para você tornar uma sociedade melhor, você tem que expor os podres. E ali, a gente só mostra o que acontece nas ruas. É gente morta, gente que não tem segurança, mulheres que apanham todos os dias e eu vivo diariamente defendendo leis mais pesadas. Então, o que a gente vive ali, na realidade, é o microuniverso da sociedade brasileira. Evidentemente que eu gostaria de apresentar um programa diferente daquele lá, porque aquilo é um pelotão de fuzilamento”.

Religião
“Eu fui processado pela Associação dos Ateus, eu acho que só eu fui processado por eles até hoje. Mas eu meti um processo em cima deles porque era totalmente improcedente o que eles alegaram. Eles me processaram porque eu disse uma frase, que um sujeito que tinha matado alguém não tinha Deus no coração. Mas isso a minha avó falava, a minha bisavó falava, na bíblia deve ter isso. Não foi no intuito de dizer que o sujeito que não acredita em Deus é sacana, nem todo mundo que não acredita em Deus é sacana. Se o sujeito quiser acreditar em um vaso ou não acreditar em nada, o problema é dele, basta que ele respeite a lei dos homens. E essa frase que eu usei é uma frase usual, virou até um ditado de tão sábio que é. Vem de muito tempo. Eu apenas usei a frase”.

HEBE
Onde: RedeTV!
Quando: Terça-feira (16), às 22h05

Fonte: Uol

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